Sábado, 25 de Outubro de 2014

 
 
Dicas e Guias
Guias Lagos - Como Montar e Manter

Este guia tem como principal finalidade ajudar as pessoas que desejam ter um lago ornamental. Pois diversas pessoas iniciam nesta atividade, mas tem tido problemas com a montagem e manutenção. Isso pode ser provocado por diversos motivos, sendo o principal a falta de informação. E mesmo mantendo esse texto atualizado (jan/2014), considere que podem haver outras soluções mais recentes.

Existem várias maneiras de montar o seu lago, além do formato diferente, tipos de pedras, estrutura (em alvenaria/concreto ou mantas de PVC), decoração, tipo de peixes, também temos que nos preocupar com o sistema de filtragem, que pode ser: com sistema natural de plantas vivas, por passagem de água corrente, com filtros em concreto ou filtros industrializados. Aqui vamos tratar de um lago com bomba submersa (fig. 1), filtro ultravioleta (fig. 2) e sistema de filtragem mecânica e biológica externo (fig. 3), apesar de hoje em dia os mais vendidos nas lojas são os modelos pressurizados (fig. 4), pois são mais eficientes e práticos.

CONSIDERAÇÕES:

Os seguintes itens devem ser observados:

• tamanho do lago: prefira projetos de 1000 até 30.000 litros (devido a limitação dos sistemas de filtragem e espaço para os peixes). O formato pode ser variado: retangular, oval, em formato de 8, gota, o importante é que tenha uma área mais funda (até 100cm, para se colocar um ralo) e uma mais rasa (até 20cm), podendo também ter simplesmente um declive;

• local de instalação e construção do lago: de preferência para pegar sol somente algumas horas por dia e não o dia todo. Cuidado com pássaros, que podem atacar os peixes ou defecar na água e árvores que soltam muitas folhas. Pode ser construído em concreto impermeável ou com mantas próprias para lagos. Temos um serviço especializado e terceirizado para construção dos lagos em alvenaria, se precisar entre em contato conosco;

• drenagem e ladrão do tanque: deve-se tomar cuidado em se colocar um ralo com registro ou tubo de superfície, para se fazer trocas parciais eventuais (utilizando-se sempre um condicionador como o TETRA AquaSafe Pond ou mesmo o SEACHEM Prime) e um ladrão para escoar o excesso de água provocado por chuva;

• sistema de filtragem: bomba (fig. 1) com pré-filtro (esponja e/ou grelha) para circulação pelo sistema de filtragem e oxigenação (podendo ser utilizada para uma cascata ou independentemente), filtro ultravioleta (TetraPond fig. 2 ou ATMAN), filtro biológico externo (fig. 3 e 4) ou interno, aonde têm peças plásticas ou tubinhos cerâmicos, num formato otimizado para fixar as bactérias vivas que farão a filtragem biológica (veja figura abaixo); estes aparelhos são essenciais para se manter uma água saudável e cristalina para os peixes. Verifique a capacidade dos equipamentos para o de acordo com o tamanho de seu lago (por volta de 1 a 2 vezes o volume do lago por hora), porém, mesmo assim podem aparecer algas adesivas que podem ser tratadas com um algicida próprio para lagos ornamentais (MYDOR Green-ease);

termômetro: para medir a temperatura, que deve ser em torno de 10° a 26° graus Celsius;

• algumas pedras para decoração: pedras grandes e neutras sem cantos vivos. Cuidado com algumas pedras que podem soltar resíduos no tanque ou interferir no pH (que deve ser em torno de 6,5 e 7,5). E também com troncos que podem reduzir o pH e deixar a água com cor de chá;

• plantas: as naturais são bem vindas (ninféia, papiro, jibóia, lírio da paz, aguapé, entre outras), de preferência colocá-las em vasos com areia por cima da terra, ou então elaborar algum tipo de rede que a água passe e o peixe não. Esse último caso serve principalmente para as plantas flutuantes (aguapé, santa luzia, alface d’água, entre outras), pois alguns peixes podem comer as raizes e sujar excessivamente os filtros, dificultando sua manutenção. Também existem plantas artificiais flutuantes;

• peixes e outros: num lago ornamental dependendo da temperatura mantida e quantidade de sol, pode se manter carpas coloridas e cascudos ou somente kinguios com outros peixes de água mais fria;

• ração: é muito importante utilizar apenas alimentos específicos para carpas coloridas (ou Nishikigois), pois esses peixes não possuem estômago, necessitando de alimentos com alto nível de digestibilidade e de alta qualidade (TETRA ou SERA), rações inapropriadas iram contaminar o lago aumentando muito o nível de dejetos orgânicos. 

obs. 1: deve-se prever tomadas protegidas das intempéries, necessárias para bomba(s) e filtro UV.

obs. 2: no caso de não pegar sol, não há necessidade do filtro UV. Às vezes, se o lago pegar pouco sol, pode se utilizar um clareador de água verde, eliminando assim o filtro UV.

obs. 3: se não for ter peixes, não há necessidade dos filtros, mas deve-se colocar algicida e cloro, como numa piscina, consulte uma revenda dessa área.

Bomba submersa TETRAPond DHP (fig. 1)

 

 
Filtro ultravioleta TETRAPond GreenFree (fig. 2)


Filtro biológico externo (com filtragem mecânica e biológica)  TETRAPond ClearChoice PF (fig. 3) (se houver incidência de raios solares em seu lago, será necessário adquirir separadamente um filtro ultravioleta para eliminar a água verde que poderá aparecer)

 

 


Filtro pressurizado externo (com filtragem mecânica, biológica e UV-C) TETRAPond Clearchoice PUV (fig. 4)

 

COMO USAR E PARA QUE SERVEM OS EQUIPAMENTOS

Muito bem, já temos os equipamentos necessários e o tanque montado, agora mãos a obra!

Instale os equipamentos da melhor forma possível, considerando uma circulação otimizada e escondendo com plantas ou pedras os filtros externos. Para tratar essa água, é necessário utilizar um condicionante de água de torneira (AquaSafe Pond), neutralizando o cloro, metais pesados e repondo a membrana protetora (muco) dos peixes.

Mas para que serve tudo isso?

Depois de algum tempo que a água já estiver circulando pelo filtro biológico – dentro de uma semana, pelo menos – algumas espécies de bactérias se desenvolverão nas superfícies, e assim se reproduzirão e irão se fixar nas paredes e porosidades do elemento filtrante biológico. Estas são bem vindas, benéficas e indispensáveis em nossos aquários. Serão responsáveis pela “transformação” ou melhor dizendo, redução dos compostos orgânicos produzidos em nossos aquários como urina, fezes, restos de comida, etc. Tornando assim nossos lagos habitáveis para peixes das mais diversas espécies. Para isso você precisa de uma área de superfície de contato razoável e uma circulação constante (24 horas por dia).

Daí então, após um período de aproximadamente 20 dias é que começamos a habitar o aquário. Pois neste período conseguimos estabilizar o filtro biológico e o pH, dando condições ótimas para os peixinhos.
O filtro biológico e/ou mecânico pode ser interno ou externo é um equipamento que fica disposto dentro do lago ou fora da água e ao lado do tanque, onde existem elementos filtrantes, como: filtro mecânico (esponja) responsável pela retenção de detritos, filtro químico (carvão ativado) que absorve alguns elementos tóxicos do água (como fenóis e gases) e um elemento filtrante biológico. É muito importante usar um carvão ativado periodicamente. E também limpá-los quinzenalmente em água corrente com o cuidado para não estragá-los. No caso do elemento filtrante biológico, só deve ser lavado na água que se retira do tanque.

Para as bactérias se reproduzirem em quantidade adequada e realizarem suas funções de maneira mais eficaz, devem ser altamente oxigenadas e principalmente devemos manter nosso tanque o mais limpo possível, o que significa, alimentação na quantidade suficiente e de qualidade, quantidade não exagerada de peixes e trocas parciais periódicas.
Para oxigená-las é que usamos as bombas submersas, que puxam a água do tanque jogando para o filtro e cascata ou chafariz. Provocando assim movimentação na água e desta maneira provendo oxigênio que esta no ar. Não há necessidade de bolhas em nossos lagos, a movimentação causada pelas bombas é suficiente.

O filtro ultravioleta funciona como um clarificante constante, evitando que a água fique esverdeada. Mas ele não impede que as superfícies criem algas adesivas, para ajudar a resolver esse problema você pode utilizar um algicida como o MYDOR Green-Ease.



Mas e a limpeza, aquelas bactérias são suficientes?

Não. Devemos colaborar para que trabalhem bem. Alimentação de maneira racional (o suficiente para ser consumida em poucos minutos), de qualidade e uma quantidade moderada de peixes ajudam. Mas além disso ter um bom sistema de filtragem e fazer trocas parciais a cada um ou dois meses.

Como assim?

Os peixes e organismos habitantes de nosso aquário necessitam para sua formação e metabolismo, alguns elementos existentes na composição da água. Com o passar do tempo este consumo acaba esgotando total ou parcialmente estes oligoelementos tornando a água pobre em nutrientes e sais minerais, por isso devemos sempre trocar um parte da água. E ainda há a quantidade de dejetos que vão se acumulando com o passar do tempo e tornando-se em altas concentrações prejudiciais aos peixes, a única maneira de diminuí-los é trocando parcialmente a água.

“Mas eu reponho água quando evapora...” Sim, mas os sólidos continuam lá! Não há troca, porque a água que evapora não leva esses sólidos. Então, não deixe de fazer trocas parciais. Elas são responsáveis por 70% do sucesso de um lago por longo tempo.

Quanto trocar?

20 a 30% no máximo por vez (1/4 do volume total), ou seja, num tanque de 1000 litros devemos tirar no máximo 300 litros. Tente aspirar o fundo, fazendo com que seja removido ao menos uma parte dos detritos que se acumulam no fundo. Para isso você pode utilizar um sifão para lagos.

Antes de adicionar água nova no lago não se esqueça de utilizar um condicionante de água (como o AquaSafe Pond ou o Prime) e verificar o pH e a temperatura, devem ser semelhantes a do tanque.
Desta forma, com a água e o lago mais limpos, temos um ambiente mais estável e não há “prazo de validade”, ou seja, o tanque não acaba. Peixes mais saudáveis, menos dinheiro jogado fora.

Nunca tire tudo para lavar pedras e trocar toda água. Nem lavar na torneira esponja ou elemento filtrante biológico. Isto é um crime! Veja, um laguinho para atingir a maturidade plena leva cerca de 4 meses. Se trocarmos tudo, lavando pedras e etc., teremos uma perda total de nosso equilíbrio e nossas bactérias. Com um bom filtro externo, limpeza dos elementos filtrantes periódica com trocas parciais e quantidade controlada de peixes e alimentação, nunca haverá esta necessidade.

Para auxiliar na filtragem do lago e diminuir o dejeto do fundo, você pode utilizar um bio-degradador como o Microbe-Lift Special Blend.



RESUMINDO...

Você precisa de:

• equipamentos adequados;
• manutenção correta e periódica;
• alimentação racional (mas não pouca), bem variada e de qualidade;
• comprar peixes saudáveis, em local onde tenham aquários limpos e não hajam peixes doentes compartilhando da mesma água;
testes de pH e talvez amônia, nitrito (para verificar se o filtro biológico está trabalhando corretamente) e dureza carbonatada (KH) (que mede a quantidade de sais dissolvidos na água, para um melhor controle do pH) – são os mais comuns, mas existem outros (gH, Nitrato e Fosfato).

Você não precisa de:

• trocas totais de água;
• lavagens do tanque;
• medicamentos preventivos.

Obs.: medicamentos devem ser evitados a qualquer custo usados apenas quando necessários. Qualquer medicamento prejudica o equilíbrio biológico do aquário. Não esqueça de retirar o carvão ativado, para não cortar o efeito do produto. E após o uso de algum medicamento, recoloque o carvão ativado, troque 20% da água e na semana seguinte mais 20 %.

DICAS

No caso de se utilizar o filtro externo biológico, deve-se ter cuidado para não lavar o elemento filtrante biológico em outra água que não seja a do lago. Isto para não eliminar as bactérias benéficas a ótima filtragem biológica.

Não se esqueça, quando comprar um peixinho deixe o saco flutuando no aquário uns 10 minutos, daí então coloque água do tanque dentro do saco de 5 em 5 minutos até que o pH esteja semelhante. Então solte somente os peixes, sem a água.

Fontes bibliográfica:

O Aquário de Água Doce sem Mistérios – Sérgio Gomes (www.oaquario.com.br)
Plantas Hidrófilas e seu Cultivo em Aquário – Marcelo Notare – Edições Sulamérica Flora Bleher
You Garden Pond – Wieser & Dr. Loiselle – Tetra-Press
• The Essential Book of Koi - Bernice Brewster 
Encyclopedia of Aquarium Plants – Peter Hiscock – Barron’s

Tropica Aquarium Plants – Second Edition - Tropica Aquarium Plants.

E tendo qualquer dúvida entre em contato conosco. 

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